Puro Barraco - Capítulo 4 (21/10/2021)

 



PURO BARRACO - CAPÍTULO 04

 

ESCRITA E CRIADA POR ANDSON MARTINS.

Participam deste capítulo.

VITÓRIO | MINERVA | THALES | M° CLARA | ALICE | CIÇA | SUZANA | CAIQUE | CHIARA| ENZO.

CONT. IMEDIATA DA CENA ANT.

CENA 01: CONSTRUTORA GOUVEIA/SALA DE VITORIO/INT./MANHÃ

Vitório está  sentado em sua poltrona, Alice está a sua frente

VITÓRIO - Sinto muito por tudo o que aconteceu a sua mãe! Eu sei o quão difícil é perder alguém querido.

Alice  - Eu não consigo aceitar, já se passaram meses, mas mesmo assim eu não consigo aceitar. Minha mãe foi atacada covardemente, e ainda teve todo o descaso da equipe que  a atendeu.

Vitorio - Não se preocupe meninas a justiça será feita! Agora pare de chorar, uma moça tão linda não merece tá chorando.

Alice - Me desculpe por lhe encher com meus problemas. Como se o senhor já não tivesse os seus.

Vitorio - A que se refere? O que sabe sobre mim?

Alice - Como assim, a que me refiro? À sua doença…

Vitorio - Que história é essa de doença? Quem te falou isso?

Alice - Eu não sei do que o senhor está falando. Com licença, eu preciso ir, tenho trabalho a fazer.

Vitorio - Nem mais um passo! Ou te ponho no olho da rua..

CORTE DESCONTÍNUO

CENA 02: COLÉGIO GRUPO /DIRETORIA/INT./TARDE.

SUZANA CHEGA A DIRETORIA DA ESCOLA AFLITA, LA SE ENCONTRA CAIQUE

SUZANA - Com licença. Me ligaram da secretaria; aconteceu algo com os meus filhos.

O diretor que está sentado em sua poltrona, a sua frente está Caique

ROBERTO - (Tarcísio Filho) Boa tarde, dona Suzana! Desculpe tira-la do seu trabalho. Sente-se, pois o que tenho a dizer é grave. Extremamente grave.

SUZANA - Pois não, senhor diretor?

ROBERTO - Recebemos um telefonema anônimo denunciando que seu filho está andando em companhia de traficantes.

CAIQUE - Isso não é verdade! Mãe, a senhora acredita em mim, eu jamais faria isso.

O diretor joga o pacote de cocaína encima da mesa.

ROBERTO - Isso estava na mochila  de seu filho, dona Suzana.

SUZANA - (espantada) Isso é…

ROBERTO - Sim.. é  cocaína. Me perdoe,, mas essa foi a gota d’água. Não podemos continuar com seu filho em nossa instituição.

CAIQUE - Isso é uma injustiça; eu sempre fui um bom aluno, essa droga não é minha! Eu não sei de nada! Mãe, por favor, fala comigo!

Suzana olha para Caique  e chora desesperada. Nessa hora entra  na sala o professor de Adrian.

ROBERTO - Desculpe professor, mais o que faz aqui? Estamos resolvendo um assunto sério.

ADRIAN (MARCELO MELLO JR.) - O Caique é inocente!

Todos se voltam pra Edu.

ROBERTO - Explique- se professor! Porque diz que o Caique é inocente? Como tem tanta certeza?

ADRIAN - Porque ele tava comigo! Então se essa droga foi parar aí alguém a colocou.

ROBERTO - Você está dizendo que alguém tentou prejudicar o Caique?

ADRIAN - Isso ! Se ele for expulso estará sendo cometida uma injustiça.

CAIQUE - Obrigado professor! Eu nem sei como agradecer o que fez por mim.

ADRIAN - Não precisa agradecer, eu fiz a coisa certa! Agora preciso ir, se quiser dona Suzana, deixo o seu filho em casa ao final da aula!

SUZANA - Fico grata!

Os três saem da sala da diretoria e vão embora.



HORAS DEPOIS......

CENA 03: CASA DE SUZANA/ INT/ NOITE.

Suzana  relata todo o acontecido para Chiara que finge não saber de nada

CHIARA - Que horror mãe, coitado do meu irmão eu tive quevir pra casa porque não estava me sentindo bem, mais e o Caique foi expulso?

Suzana - Não! Graças ao professor Adrian ele foi um anjo.

CHIARA -  (p/si) Maldição! Que ódio! Mais e agora? Já acharam o culpado.

SUZANA - Será feita uma investigação! O culpado virá a tona.Mas porque tanto interesse nesse assunto?

CHIARA - Não é nada! Vou pra o meu quarto!

CONT. IMEDIATA DA CENA 01. CONSTRUTORA GOUVEIA/SALA DE VITORIO/INT./MANHÃ

ALICE - Me perdoe, senhor. Eu não quiz magoa-lo.

Com raiva Vitório joga alguns papéis da mesa que caem no chão 

VITÓRIO - Você não tinha esse direito de mexer nas minhas coisas, eu só não te demito porque você é uma das melhores funcionárias..

ALICE - Eu juro por tudo que há de mais sagrado que não foi minha intenção. Eu juro que não conto a ninguém, doutor.

Vitório volta para sua mesa e Alice observa.

VITÓRIO - Logo eu, que amo tanto a vida, me vejo nessa situação, com meus dias contados.

ALICE - Logo agora que o senhor reencontrou sua família não é?

VITÓRIO - Você chama aquele bando de abutres de família? Como você sabe disso?

ALICE - Quem não sabe? A chegada de sua irmã e de seu sobrinho é a pauta do momento nas revistas e programas de fofoca.

VITÓRIO - Meu sobrinho…  Coitado! Aquele ali não enxerga um palmo à frente do nariz, e ainda arrumou uma namorada que tá interessada unicamente no dinheiro, aliás meu dinheiro. Ao menos se ele tivesse escolhido uma mulher… (ele olha para Alice).

ALICE - Algum problema, doutor?

VITORIO - (sorri) Nao é nada, estava apenas pensando.

ALICE - Bom… se o senhor me der licença, eu preciso ir.

Alice sai da sala e Vitório fica, pensativo.

#CORTE DESCONTÍNUO

CENA 04: CASA DE SUZANA/ INT/ QUARTO DE CAIQUE/NOITE.

CAIQUE MECHE EM SEU TABLET E NOTA QUE TEM UMA  SOLICITAÇÃO DE AMIZADE; ELE NOTA QUE  É  O PROFESSOR ADRIAN ELE LOGO MANDA UMA MENSAGEM; LOGO OS DOIS INICIAM UMA CONVERSA.

CENA 05: CASA DE SUZANA/SALA/NOITE.

SUSANA ESTA NA SALA ASSISTINDO TV QUANDO CHIARA APARECE.

CHIARA - Mãe eu tô indo na casa de uma amiga da escola; eu volto assim que terminar o trabalho.

SUZANA - Vai lá! Vê se não vai chegar tarde.

CHIARA - Não se preocupa comigo eu sei me cuidar.

CHIARA PEGA SUA MOCHILA E AO SAIR ENVIA UMA MENSAGEM PARA ENZO.

# CORTE DESCONTÍNUO

CENA 06: EM ALGUM LUGAR DA CIDADE

Chira chega ao local e Enzo lhe dá um bofetada, ela fica furiosa.

CHIARA - Seu filho da puta nunca mais você faça isso.

ENZO - Você me disse que o tal esquema não ia da problemas, e agora a polícia vai investigar, vai vir atrás de mim, me fala sua cachorra o que pretende fazer?

CHIARA - Calminha meu amor  eu já pensei em tudo.

ENZO - Então me fala oh mente brilhante qual é o seu grande plano.

CHIARA - Vou te contar tudo! Mas você vai ter que me ajudar.

A CONVERSA CONTINUA EM OFF.



CENA 07: MANSÃO GOUVEIA/SALA DE JANTAR/INT./NOITE.

Thales, Minerva e Maria Clara estão  sentados à mesa. As empregadas servem o jantar.

MARIA CLARA - Que pena meu amor  que seu tio  não possa estar presente à mesa conosco.

CIÇA - Dr.Vitorio pediu que levassem seu jantar ao quarto, ele nao está muito bem.

MINERVA - Do jeito que o vi mais cedo, é melhor ele ter se trancado no quarto dele.

MARIA CLARA - Eu adoraria vê-lo a mesa conosco.

MINERVA - (p/Thales) Filhinho abre teu olho, eu no seu lugar ficava de butuca. Essa dai me parece que tá mais interessada no seu tio do que em ti.

MARIA CLARA - Cala sua boca sua cobra cascavel. A senhora me respeite, ou eu não respondo por mim.

MINERVA - Ah como eu sofro!   Você está vendo, está vendo meu filho  como essa mulherzinha está me tratando?

THALES - Também não exagera meu amor

MARIA CLARA - Mas foi essa cara de maracujá murcho que me provocou.

MINERVA - Eu.. Eu jamais faria qualquer coisa contra você, florzinha!

MARIA CLARA - Como você é cínica ! Sua falsa!

 MINERVA - Ah, isso já é demais! Sirigaita de beira de esquina, piranha..

MARIA CLARA - Eu vou te mostrar quem é  a sirigaita.

Maria Luiza  se levanta pega a tigela  de sopa e despeja em Mariana.

 MINERVA - Mas que audácia sua! Então é guerra que você quer não é! Toma isso.

MARIA CLARA(furiosa) - Sua vaca, cacura velha eu vou te matar!

M° Clara avança em Minerva e as duas se pegam e rolam pelo chão. Thales tenta separa-las._

Thales - Vocês duas parem com isso ou vão acabar se matando.

MARIA CLARA - Essa velha ordinária tem que aprender uma lição.

CENA 08: QUARTO DE VITÓRIO/INT./NOITE..

VITÓRIO DO SEU QUARTO OUVE A GRITARIA, E SE LEVANTA FURIOSO.

VITÓRIO - Mas o que será que está acontecendo agora? Eu não posso nem dormir em paz na minha  própria casa.

CENA 09: SALA DE JANTAR/INT.

MINERVA E MARIA CLARA CONTINUAM ENGALFIADAS. VITORIO CHEGA AO LOCAL

Vitório - Mais o que significa isso? Que bagunça é essa na minha casa? Eu sou vou falar uma coisa, quero esta sala um brinco e se eu ouvir mais um barulho, ponho as duas pra fora dessa casa.

MINERVA - Foi  essa diabo loira que começou! Imagine se eu faria algo.

VITÓRIO - (alterado) Não importa quem começou, você deve ser a culpada dessa zona, da próxima vez eu mesmo te jogo no olho no olho da rua ou te mando pra um hospício, lá é o lugar de gente louca! Vou voltar pra o meu quarto não quero ouvir mais nenhum barulho.

MINERVA - Viu só o que você casou? Mas  eu ainda me livro de você.

Minerva e Maria Clara se olham furiosas. Vitório volta para o  seu quarto. Minerva e Maria Clara continuam a discussão e Thales tenta acalma-las.

THALES - Vocês duas parem já com isso! Ou serão expulsas e eu não vou poder ajudar vocês.

MINERVA - Ah como eu sofro! Que vida cruel!  Ah como eu sofro ! Meu próprio filho contra mim. Que injustiça!

THALES - Não faça drama mamãe; eu acho melhor vocês duas se darem bem porque serao parentes um dia.

MINERVA - Que martírio! Isso do pode ser castigo.

MARIA CLARA - Que mãe você tem hein meu bebê , uma serpente.

Minerva revira os olhos indignada.

THALES - Eu vou pra meu quarto agora! Boa sorte pra vocês!

MINERVA - (p/si) Eu preciso agir! Não posso deixar  essa asinha roubar tudo que é meu.



ALGUMAS HORAS DEPOIS....

CENA 10:  MANSAO GOUVEIA/QUARTO DE VITORIO/INT./NOITE.

Minerva entra como um furacão no quarto de Vitório que esta  deitado na cama ele  se levanta, irritado.

VITÓRIO - Como se atreve? O que você quer? Veio me atormentar?

MINERVA - Como me atrevo o quê? Como assim, não posso ver meu irmão?

VITÓRIO - Saia daqui agora mesmo, seu urubu sem asas senão…

MINERVA - Se não  o que?

Minerva e Vitório se encaram 

CONGELA...


Fim do Capítulo



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